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20/04/2017
Comunidades indígenas do Amazonas estão abandonadas pela Sesai, afirma Ricardo Nicolau
Foto: Foirn
Em fevereiro do ano passado a a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro denunciou o abandono do posto de saúde

As comunidades indígenas localizadas nas regiões do Alto Rio Negro e Alto Solimões estão abandonadas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão federal responsável por coordenar as políticas públicas de saúde indígena do país. A denúncia foi feita pelo presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD), que tem cobrado providências em relação ao problema desde 2013.

 

 

De acordo com o parlamentar, comunidades indígenas como Pari Cachoeira, situada no município São Gabriel da Cachoeira (a 832 quilômetros de Manaus), têm registrado altos índices de transmissão de doenças como as hepatites tipo B e C e a filariose linfática, mais comumente conhecida por elefantíase em casos crônicos. Em algumas comunidades, os índices de infestação das doenças ultrapassam 50% entre os moradores.

 

“A saúde indígena é de responsabilidade do governo federal por meio da Sesai e, infelizmente, muito pouco ou nada tem sido feito pelos indígenas do Amazonas há anos”, denunciou o deputado Ricardo Nicolau. “Temos casos gravíssimos em comunidades nas áreas mais isoladas do Alto Rio Negro e Alto Solimões, onde a população indígena, principalmente os mais jovens, está morrendo sem os atendimentos.”

 

O presidente da Comissão de Saúde relembrou que esteve no posto de saúde de Pari Cachoeira, onde os profissionais que atuam no local apresentaram os resultados de testes de microfilárias – larva do verme causador da filariose linfática. “Quase 40% das mais de 300 amostras de sangue coletadas indicaram a infecção entre os indígenas”, relatou, acrescentando que, à época, chegou a levar o assunto pessoalmente ao ministro da Saúde.

 

Conscientização

 

O parlamentar destacou que a filariose é uma endêmica em mais de 80 países, sendo que um terço dos 120 milhões de infectados vive na África. “Essa doença é mais comum na África e, infelizmente, está presente no Amazonas. A Sesai precisa prevenir, levar informação e fazer uma vacinação em massa, e fazer o devido tratamento daqueles já contaminados para que haja o efetivo controle”, pontuou.

 

Para o deputado Ricardo Nicolau, a Sesai, cuja atuação é vinculada ao Ministério da Saúde, precisa fortalecer os programas de atenção à saúde indígena e ampliar seu raio de alcance no interior do Amazonas.

 

“Principalmente neste mês de abril, em que temos de não somente comemorar o Dia do Índio, mas conscientizar sobre esses problemas e atuar pela garantia das políticas públicas na área da saúde”, concluiu.

 

Federação denunciou a crise

 

Em fevereiro do ano passado a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) denunciou a grave crise que a saúde indíhena do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, vive. De acordo com a entidade, faltariam medicamentos, aldeias estariam sem atendimento e postos de saúde em ruínas, pacientes estariam sendo transportados em condições precárias durante horas ao longo dos rios.

 

Fotos divulgadas pela Foirn também mostraram o que seriam motores de barcos sucateados e abandonados, medicamentos vencidos, uma cadeira de dentista nunca usada e tonéis de combustível armazenados dentro de um posto de saúde.

 

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